Dubstereo

Informações Gerais

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Membro desde: 20/11/09

Visualizações: 7668

Ultimo Login: 22/12/11

URL do Conexão Vivo: http://dubstereo.conexaovivo.com.br

Sobre

DUBSTEREO   (SALVADOR/BA)
Russo: voz e escaleta
Fael1º: voz
Jorge Dubman: bateria e samplers
Gabriel Simon: teclados
Raiz: efeitos
Alan Lauriano: baixo
Jardel Cruz: voz e percussão
Bárbara Falcón: produtora
LINKS NA WEB
MYSPACE
http://www.myspace.com/dubstereosound
WORDPRESS
http://dubstereosound.wordpress.com/
TWITTER
http://twitter.com/dubstereosound
FLICKR
http://www.flickr.com/photos/dubstereo/
FOTOLOG
http://www.fotolog.com/dubstereo
COMUNIDADE NO ORKUT
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=64308445
CONTATOS
EMAIL: dubstereo@hotmail.com
TELEFONE: 71 8793 2770

QUEM INDICA?
Música da diáspora, feita pra tocar no mundo. Analógico e digital, moderno e vintage, groovado e sintético, local e global. Esses são os adjetivos que melhor traduzem o som que o Dubstereo, coletivo baiano fundado há três anos, vem produzindo. No canto, a cadência do Rap e do Repente, a originalidade das letras que falam da vida vivida nas ruas através de crônicas do cotidiano. Na batida pulsam sons como o Afrobeat, o Drum'n'Bass e o Hip Hop; reproduzindo delays organicamente de uma forma tão sincóptica que às vezes ficamos sem saber de onde vem "aquilo tudo" descarregando em cima da gente. No grave, o groove fervente do Funk, encaixado como um mantra nas melodias. A harmonia dos teclados traz o som industrial dos anos 90 jamaicanos. Jamaica: chegamos ao ponto. O Dubstereo com toda a certeza tem a Jamaica como fonte de inspiração. Não apenas no nome, que faz menção a mais orgânica das músicas eletrônicas [o Dub], mas na base de todo o seu instrumental. Tomando como referência clássicos riddims [bases instrumentais], o grupo descobriu a fórmula pra misturar o bom e velho Reggae com uma porção de outras coisas. Esse é o principal ingrediente que compõe a mistura feita de Dub, Dancehall, Ska e Steppa com células de outros ritmos. O repertório mesclado do grupo se impõe não só pelo impacto físico do som, mas também pelas letras e rimas feitas em cima das bases produzidas. O canto falado dos vocalistas compõe parte importante desse mosaico. O trabalho autoral da dupla dá impressão de um "quase cantar", com letras rimadas rasgadas em Raggas tão eficientes que são capazes de nos deixar epiléticos de tanto dançar. As letras trazem metáforas simples, mas eficazes. A banda não economiza artilharia: baixo e bateria groovantes e teclados sintéticos, contrastam com efeitos e samplers; numa prova de que o "orgânico" pode se unir muito bem ao "eletrônico". O primeiro álbum do grupo, intitulado Q.I., tem repertório baseado nesse "sincretismo", onde a cultura jamaicana se mescla com a baiana, trazendo um resultado sonoro inédito. O disco de estréia do Dubstereo está sendo mixado por Buguinha Dub, dubmaster pernambucano envolvido em projetos listados no topo da música nacional, como Nação Zumbi, Racionais MC's, Cordel do Fogo Encantado e Lucas Santtana. Especialista em técnicas de mixagem, utilizará equipamentos analógicos da década de 70 para "adubar" 14 faixas gravadas sob sua direção. Faço minhas as palavras do mestre Buguinha Dub: "o Dubstereo tem a ciência". E é por isso que eu indico esse som, e muito.
Por Bárbara Falcón [antropóloga e pesquisadora musical especializada em Reggae, mestra em estudos étnicos, defendeu a dissertação "Porto Cachoeira - Produção Musical em um Porto Atlântico" no CEAO/UFBA]

 

 

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